Dadocracia – Ep. 157 | Eleições: estratégias das campanhas digitais
De que forma as redes sociais estão impactando as campanhas eleitorais deste ano? Para entender essa nova realidade, no primeiro episódio da série especial sobre eleições do nosso podcast Dadocracia, João Paulo Vicente conversa com Pedro Augusto Correia, estrategista chefe da Baselab, para discutir as ferramentas e estratégias digitais que estão sendo utilizadas na campanha de 2024.
De que forma as redes sociais estão impactando as campanhas eleitorais deste ano? Para entender essa nova realidade, no primeiro episódio da série especial sobre eleições do nosso podcast Dadocracia, João Paulo Vicente conversa com Pedro Augusto Correia, estrategista chefe da Baselab, para discutir as ferramentas e estratégias digitais que estão sendo utilizadas na campanha de 2024.
A cada dia que passa, esses impactos ficam mais claros, seja pelas notícias falsas que têm sido compartilhadas nas redes sociais, ou pelo uso frequente de IA’s generativas para criar conteúdos mais fáceis de engajar. Mas a pergunta que fica é: quais as armas desses candidatos para se destacar na campanha digital?
Para Pedro, o foco principal nesta eleição deve estar no impulsionamento pago de conteúdos da campanha, sobre o uso da inteligência artificial, uso ilegal de bases de dados de terceiros e como as campanhas políticas estão se tornando um comportamento permanente. No entanto, o uso dessas ferramentas é um retrato geral na política ou diferentes partidos têm se destacado no uso? De acordo com Pedro, os partidos de direita tem ganhado a corrida:
“A esquerda está correndo atrás, mas ainda existe esse gap da direita. Ela começou a prestar atenção no digital muito antes da esquerda e investiu no digital. A esquerda se assustou com o digital em 2018 e aí foi começar a correr atrás disso, eu acho que dentro da esquerda, quem primeiro entendeu, ou pelo menos quem primeiro se movimentou para poder entender o digital foi o Guilherme Boulos. Mas quando ele foi candidato pela primeira vez, em 2020, foi a primeira campanha de esquerda que eu vi e falei ‘ok’, essa é uma campanha digital”.
Pedro enfatiza que o mais importante é entender as especificidades e o quão diferente é fazer uma campanha no digital. Mesmo com o avanço do tema, ainda tem muitos profissionais que vão para o digital ainda utilizando o formato da televisão, do rádio e do jornal impresso.
“É muito diferente fazer uma campanha no Facebook, no WhatsApp e no Twitter. Então, olha só a quantidade de linguagens de abordagens que você precisa se planejar, e para fazer, precisa montar uma estratégia. Não é fácil contratar pessoas, por exemplo, que estejam de fato capacitadas para atuar na área do digital, especialmente quando a gente fala de comunicação política”.
E para ouvir a conversa completa, ouça o novo episódio do Dadocracia, “Eleições: estratégias das campanhas digitais”, já disponível para escuta nas principais plataformas de áudio. Ouça agora!
O roteiro deste episódio é de João Paulo Vicente. A produção é de Alicia Lobato, Horrara Moreira e Pedro Henrique Santos. A edição de som é da Vega Films. E se quiser entrar em contato com a gente ou enviar um recado, pode enviar sua mensagem para o dadocracia@dataprivacy.com.br.
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